O Acadêmico do PPGEA (Educação Ambiental), SAMUEL AUTRAN DOURADO E SOUZA, doutorando de nosso programa junto com sua orientadora Dione Kitzmann realizaram a inscrição no "Prêmio Pesquisador Gaúcho é uma realização da Fapergs, vinculada àSecretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, que visa reconhecer o trabalho do pesquisador nas mais diversas áreas do conhecimento e a importância do investimento em Pesquisa, Ciência, Tecnologia e Inovação para alavancar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul (ver sitio: http://www.premiopesquisadorgaucho.rs.gov.br/).

"Memorial Descritivo - SAMUEL AUTRAN DOURADO E SOUZA Em abril de 2016, ingresso no Doutorado em Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande (PGGEA/FURG) buscando compreender quais são as principais dificuldades confrontadas durante o processo de transferência de tecnologia em Saneamento com base na compostagem. O projeto de tese é intitulado A contribuição da Educação Ambiental para o processo de transição de uma gestão passiva para uma gestão ativa em Saneamento Sustentável, e tem a orientação da Profª Drª Dione Iara Silveira Kitzmann. A busca é por identificar e validar no campo ferramentas e metodologias que contribuam para uma melhor abordagem e conseguinte apropriação da tecnologia pelas comunidades, visando a sua replicação em diferentes espaços. Cinco são os países integrando esta pesquisa-ação: - o vilarejo de Papoga, distrito de Zombo, África Oriental, em Uganda; - a comunidade de Tipitapa em Managuá, na Nicarágua; - a comunidade de Bubanza, em Bujumbura, no Burundi; - a comunidade de Kwale, em Mombassa, no Quênia e o bairro Jardim Gramaxo, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A viabilização desta iniciativa é fruto de parceria com duas organizações não-governamentais dos Estados Unidos (International Medical Outreach e Givelove), uma da Nicarágua (Sweet Progress), uma do Burundi (Communities of Hope), uma do Brasil (Teto) e uma da Holanda (Verkaart). A escolha em investigar a contribuição da Educação Ambiental no processo de Mobilização Social e Transferência de Tecnologia em Saneamento Sustentável como tema de pesquisa advém de uma atenta observação às maiores dificuldades confrontadas em minha trajetória de trabalho até aqui. Entre os anos de 2008 e 2011, durante a graduação em Oceanografia na Universidade Federal do Paraná (UFPR), estive ativamente envolvido no Programa de Extensão Universitária intitulado “Alternativas de Saneamento para Vila da Ilha das Peças”, localizada na baía de Paranaguá/PR. Ao longo de quase cinco anos, estabelecemos a coleta seletiva na ilha, instalamos sete sistemas wetland para o tratamento de esgoto doméstico, um sistema de potabilização para água da chuva captada no telhado da escola local e mais três cisternas em ferrocimento (um tipo de reservatório de custo acessível e eficiente para armazenar a água da chuva). O objetivo destas ações, realizadas pelo Laboratório Socioambiental do Centro de Estudos do Mar (CEM/UFPR), era o de montar um modelo integrado de saneamento alternativo, adequado técnica e socialmente às condições das comunidades rurais isoladas, que pudesse ser replicável pelas mesmas e cuja eficácia fosse validada pela autoridade sanitária estadual, de forma que esta pudesse promover sua ampla implantação. Paralelamente, fui diretor-presidente da Maris Empresa Júnior de Oceanografia, onde, dentre outros projetos, destaco a implantação de um sistema de gestão para os resíduos orgânicos do Restaurante Universitário (Projeto Criando Terra) e a construção de uma sede reunindo diferentes técnicas construtivas de baixo impacto, captação e armazenamento da água de chuva e um sanitário-seco do tipo compostável. Entre os anos de 2012 e 2014, cursei o mestrado de Práticas em Desenvolvimento Sustentável na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O objetivo do projeto foi implementar um sistema de saneamento decentralizado com base na compostagem a partir de um estudo de caso em Mekelle, no estado de Tigrai, norte da Etiópia. A relevância do trabalho se deu no reconhecimento de uma tecnologia potencial ao enfrentamento da crise sanitária em Mekelle e no estabelecimento de um documento útil à implementação de novas experiências práticas em saneamento com base na compostagem. Creio que só se transforma pela ação, por dar o melhor de si e ser exemplo. Os conselhos podem até convencer, mas os exemplos arrastam. A sustentabilidade e a harmonia evidenciam a caminhada".